Eu habito estas longinquas montanhas desde o tempo que ainda não havia tempo, é este o último reduto, é aqui que todos os dias o ciclo se completa e se renova com a força plena. Eu habito estas longinquas paragens desde que a imaginação ainda não tinha sido imaginada.
Que tempestade enorme hoje, raios e trovões e ela pinta a luz destes relampagos anunciadores, pinta a própria arte, ele avista dois seres humanos ao longe, que rara visão, vinham em busca do mar, só alguem que anda em busca do mar poderia chegar aqui, é que o mar não tem fim assim como o pensamento. Ele respondeu-lhes que para chegar ao mar teriam de ir sempre pelo mesmo caminho, ela que todos os caminhos são os caminhos para o mar.

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