Ouvem-se já de perto as longas conversas do tempo, na velha taberna dos vencidos assiste-se á ignorancia dos inteligentes, criam-se novas tabuas.
Nos miasmas purpuras do limbo assisto ao romper da aurora, almas vagueiam sem destino, o ocaso da antimatéria alinhase figurando-se á realidade
Abrem-se os portões enormes e enferrujados, rangem avidos da tua entrada, abre-se o interior da noite onde os versos se fazem á tua chegada.
Ouvem-se, ao abrir da madrugada os cantares longinquos da opera nocturna, rio-me contigo amigo, no meio desta imensa cidade que dorme e fumega
Vai-se despindo na pura natureza, desterrado, a miragem eleva-se no esfumar do nunca, é o país do regresso, o ultimo status virtual
A proxima palavra, a expriência do nada, a pedra comum, uma nova rajada, a corrente de som, a próxima paragem, a queda do tom, tudo e nada..
