domingo, 9 de novembro de 2008

TERCEIRO CAPITULO do conto

Sei que já se pergunta por aí como Maria obtém os alimentos, pois é...Nossas mentes são demasiado preocupadas e lá terei eu de me trabalhar na discrição desses pormenores para saciar a curiosidade de tal pergunta. Ora bem, Maria tem por passatempo e gosto a observação e estudo do reino plantea dedicando-se ao cultivo de um horto com os mais variados tipos de vegetais, fruta e flores de todas as cores. A área envolvente é rica em árvores de fruto, macieiras, pereiras, figueiras, abrunheiros, oliveiras, videiras, enormes e velhas nogueiras, amendoeiras, grandes amoreiras, extensos soutos de castanheiros alguns com mais de 1000 anos, viçosos medronheiros, algumas laranjeiras, além disso Maria é vegetariana, incapaz de comer carne mas bebendo o leite das cabras do seu irmão. Cristo tem algumas cabras deixando-as á solta pela área circundante ordenhando o leite quando é necessário e abrigando-as das intempéries, e dos lobos, Cristo quando necessário troca algum cabrito ou algum queijo que fabrica artesanalmente por farinha e azeite a um velho moleiro que ainda mói o seu grão num velho moinho do rio, é a única alma que ali vai durante meses a fio. Maria utiliza essa farinha para fazer um pão delicioso. Cristo tem também algumas galinhas e patos que vivem dentro de um pequeno cercado junto a um pequeno lago onde os patos podem ter o gosto de nadar, são alvo da cobiça das furtivas raposas que constantemente maquinam maneiras de levar alguma presa e algumas vezes conseguindo, atravessando a barreira de vigilância de Guru, o cão lobo, companheiro fiel e inseparável. Enormes e gordas trutas, enguias, bordalos, bogas, apenas alguns espécimes que vivem no nosso rio. Menu rico e saudável é este, complementado pelo medicinal e raro mel que a misteriosa e organizada civilização das abelhas oferece como uma bênção dourada.