segunda-feira, 3 de novembro de 2008

PRIMEIRO CAPITULO do conto

Sonhando as realidades paralelas na própria vida, reflexo das vivências, retratos singulares como páginas dos livros esquecidos e de memórias idas nos confins infinitos da consciência universal.

Maria, uma simples mulher, sabedoria na ponta da unha, por pouco não descobriu que eu escrevia sobre ela, é que ela mesmo imaginada adquiria vida própria e consegue, através do amor que eu imprimo ao escrever estas páginas, consegue mover-se por conta própria, algo que me fascina nela é a sua capacidade de olhar ou de ver sem usar os olhos e o seu principal aroma é a fruta temporã que colhe para seu regaço com a felicidade divina de um ser humano.
Amanhece, um amanhecer fresco de verão, prelúdio de um dia quente e completo, é daqueles dias que entendemos que estamos vivos e no nosso intimo agradecemos essa oportunidade. Maria acorda devagar, abre a janela, olha o rio que passa vagaroso e calmo, saboreando todas as curvas serpenteantes do seu leito e afagando as margens da terra refrescada pela madrugada. Maria ouve a manhã, como se de uma sinfonia paradisíaca composta por anjos se tratasse, são os pássaros de espécimes diversas que dão os acordes principais, deliciada enche os pulmões de ar e abre os braços como que abraçando a luz e diz: - Amo-te! Sim, ela ama, ama a vida e alegra-se na simplicidade colorida de uma flor ou no pousar de uma borboleta, no labor de uma abelha ou no teu olhar terno quando partilhas um beijo.

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