segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Levitação

Registo de andamento nos alvores do primeiro pulsar,
Ao deslize intemporal da realidade crua,
Deitado sobre as rochas graníticas
flui ares de dormência,

Na levitação estrelar toca-se a madrugada,
Ganha-se o espaço,
Ouvem-se as árvores

Danças vestida com as flores,
Fazes a luz balouçar na doce crença da existência,
produzindo,
na fábrica da imaginação,
os sonhos.

Libertos do mundo somos toda a natureza e é na fronteira que te encontro.

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