Registo de andamento nos alvores do primeiro pulsar,
Ao deslize intemporal da realidade crua,
Ao deslize intemporal da realidade crua,
Deitado sobre as rochas graníticas
flui ares de dormência,
Na levitação estrelar toca-se a madrugada,
Ganha-se o espaço,
Ouvem-se as árvores
Danças vestida com as flores,
Na levitação estrelar toca-se a madrugada,
Ganha-se o espaço,
Ouvem-se as árvores
Danças vestida com as flores,
Fazes a luz balouçar na doce crença da existência,
produzindo,
na fábrica da imaginação,
os sonhos.
Libertos do mundo somos toda a natureza e é na fronteira que te encontro.
Libertos do mundo somos toda a natureza e é na fronteira que te encontro.

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