sábado, 30 de julho de 2011

reflexo data

chuva de sol ao tropor nocturo do ambiente levitante no inicio do arco-iris, inumeras vezes o reflexo data, clarividência transmutada em sinais energeticos,
transpondo as razões da irrealidade, expriências de som vindo directo na melodia, último adeus, razões da irrealidade, último adeus até um dia de eternidade.

domingo, 20 de dezembro de 2009

A Continuação

A continuação da vereda continua na cor do futuro, emerge o sinal de rádio ao passar a nave, traduz para o humano numa imitação teatral a visão. Era por aqui que se continuava ao passar por entre as colunas, as ervas invadiam o antigo mosteiro, a pedra continuava erguida na linha do sol que despontava, é o jardim. Estática, é uma realidade parada, agora sim imitação de um quadro, janelas paralelas no reflexo directo da energia sã. Conectividade entre os limites no sentido circular dos tempos biologicos na construção do instinto, alimento de estrelas e arte.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

TuDo e NaDa

Ouvem-se já de perto as longas conversas do tempo, na velha taberna dos vencidos assiste-se á ignorancia dos inteligentes, criam-se novas tabuas.
Nos miasmas purpuras do limbo assisto ao romper da aurora, almas vagueiam sem destino, o ocaso da antimatéria alinhase figurando-se á realidade
Abrem-se os portões enormes e enferrujados, rangem avidos da tua entrada, abre-se o interior da noite onde os versos se fazem á tua chegada.
Ouvem-se, ao abrir da madrugada os cantares longinquos da opera nocturna, rio-me contigo amigo, no meio desta imensa cidade que dorme e fumega
Vai-se despindo na pura natureza, desterrado, a miragem eleva-se no esfumar do nunca, é o país do regresso, o ultimo status virtual
A proxima palavra, a expriência do nada, a pedra comum, uma nova rajada, a corrente de som, a próxima paragem, a queda do tom, tudo e nada..

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CAPITULO nono do conto

Eu habito estas longinquas montanhas desde o tempo que ainda não havia tempo, é este o último reduto, é aqui que todos os dias o ciclo se completa e se renova com a força plena. Eu habito estas longinquas paragens desde que a imaginação ainda não tinha sido imaginada.
Que tempestade enorme hoje, raios e trovões e ela pinta a luz destes relampagos anunciadores, pinta a própria arte, ele avista dois seres humanos ao longe, que rara visão, vinham em busca do mar, só alguem que anda em busca do mar poderia chegar aqui, é que o mar não tem fim assim como o pensamento. Ele respondeu-lhes que para chegar ao mar teriam de ir sempre pelo mesmo caminho, ela que todos os caminhos são os caminhos para o mar.

CAPITULO oitavo do conto

A fruição artistica de Maria tornara-se intensa, o conhecimento da sociedade citadina em contraste com a liberdade conquistada nestas paragens tinham feito dela uma criadora. Seu irmão cresceu ali com o avô, esse velho dançarino da montanha, morreu sorrindo. O neto e o moleiro abreviaram o trabalho da terra, incineraram o corpo e colocaram as cinzas num pote de barro feito pelo defunto em vida para esse mesmo efeito, colocaram o pote funebre e a velha guitarra numa camara feita com lages ao alto á qual taparam com terra e pedras brancas formando um monticulo consideraval á maneira dos antigos reis. Repousa agora as cinzas desse antigo velho do blues no alto de um cabeço bem redondinho, o espírito, esse deve continuar nas suas viagens entre a eternidade e Deus.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

CAPITULO Sétimo do conto




Até ao alto da montanha, lá vai ele no seu reino …o reencontro do homem com a verdade… Até ao alto dos montes, caminha bem, é ligeiro, lá vai ele pelos penhascos e rochas, até ao alto sem fim. É noite, e grande é a noite aqui no seu poderio das sombras e a lua no seu círculo mostra-se silenciosa ao pio da coruja, Acenda-se uma fogueira para as meditações antigas e sábias. Eu por mim aqui me vou demorando na admiração deste quadro anotando nas páginas do mundo alguns esboços.
Cristo ultimamente arranjou um amigo e diga-se, é um peculiar amigo…um corvo que o persegue por todo o lado alimentando-se das migalhas que ele lhe vai dando. Um homem, um lobo, um corvo e uma deusa. Quem lhes poderá falar de destino?